Quem sou eu

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Meu nome é Renata, sou professora de francês desde 2011. Sou formada em Letras : Língua e literatura francesa UFRGS. Tenho experiência no exterior, fui aluna da Sorbonne - Université Paris IV e também do Intitut Privé Campus Langues - Paris, fiz o estágio de professores de francês do Cavilam em Vichy. Fui professora e coordenadora da Aliança Francesa de Caxias do Sul por 8 anos. Atualmente tenho minha própria escola on-line de francês chamada Renatatouille_francês onde ministro aulas particulares ou em grupo pela plataforma Zoom.

sábado, 25 de setembro de 2010

Tomaram a Bastilha

               Estamos em Paris há 23 dias. É quase uma reclusão espiritual, pois estamos sem TV e sem celular. E o melhor de tudo: eles não nos fazem falta, a não ser pela falta de informação.  Hoje aproveitamos o primeiro sábado de outono para passear pela cidade. A ideia era conhecer a casa de Victor Hugo que fica na Place des Vosges. Pegamos o metrô e depois de duas conexões chegamos ao ponto mais próximo, a Praça da Bastilha. Ela estava tomada de gente, a maioria de adolescentes, uma multidão com os estilos mais exóticos que já vi até hoje.  A mais bizarra era uma adolescente com a cara pintada, coturnos, capote e chapéu preto: somente isso, o resto das peças de roupa ela não tinha.
             Seria aquilo alguma festa? Um protesto? Outra greve? Parada gay? Não sabíamos e, para chegar ao nosso destino, teríamos que passar por aquele mar de gente. Resolvemos tentar, mas nada feito; chegamos numa avenida que estava sendo fechada por policiais. Nessa rua estava acontecendo um desfile de caminhões tocando música muito alta e com gente cantando e dançando em cima das caçambas. E nós, ali no meio daquilo tudo, inocentes e alheios ao que estava acontecendo.  Peguei o mapa e decidimos chegar à Place des Vosges por outro trajeto, contrário à movimentação. Pelo caminho também encontramos muita gente de cabelo colorido, gente sendo socorrida da bebedeira pelos policias, galera dançando em cima dos banheiros públicos e muita latinha de cerveja pelo chão. Cadê os franceses politicamente corretos, sérios e engomadinhos?
                  Depois de mais de uma hora, finalmente encontramos a praça, que é rodeada por prédios de tijolos vermelhos. Um desses prédios é a antiga casa do Victor Hugo, que hoje abriga um museu; mas, pra nosso azar, estava fechado.  Aproveitamos a viagem para passear pela praça e também para apreciar a arquitetura belíssima do lugar.  Quando o vento começou a incomodar, voltamos para casa. O Douglas correu para a internet pra ver se descobria que algazarra era aquela que estava acontecendo, e... Techno Parade 2010!  Agora antes de sair de casa, a gente pelo menos vai ler o Le Monde.

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